Minério retoma liderança na pauta mineira

8 de março de 2016

Após perder a liderança para o café no primeiro mês de 2016, o minério de ferro retomou a posição da pauta exportadora de Minas Gerais em fevereiro, respondendo por 21,15% dos embarques do Estado. No mês passado, a balança comercial mineira apresentou superávit de US$ 986 milhões, resultante da diferença entre o total das exportações (USS 1,47 bilhão) e o das importações (US$ 482,62 milhões).

Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic) e indicam ainda que quando considerado o primeiro bimestre deste exercício, o Estado segue com saldo positivo na balança. De janeiro a fevereiro os embarques somaram US$ 2,758 bilhões, enquanto as importações chegaram a US$ 1,147 bilhão, resultando em um superávit de US$ 1,611 bilhão.

Na comparação mensal, o saldo ficou praticamente estável, uma vez que em fevereiro de 2015 a diferença entre exportações (US$ 1,666 bilhão) e importações (US$ 682,5 milhões) foi de US$ 984 milhões. Já no comparativo entre os acumulados dos exercícios, o superávit foi 26% menor, saindo de US$ 2,179 bilhões para US$ 1,611 bilhão. A corrente comercial, que é a soma das exportações e importações também indicou a continuidade da perda de dinamismo do comércio exterior do Estado. Em fevereiro deste ano, Minas movimentou US$ 1,951 bilhão com as compras e vendas no mercado mundial, uma queda de 25,8% em relação ao total de janeiro de 2015, quando somou US$ 2,348 bilhões.

Considerando-se apenas as exportações, em fevereiro, os embarques estaduais renderam US$ 1,469 bilhão aos cofres do Estado contra US$ 1,666 bilhão em fevereiro de 2015, uma retração de praticamente 12%.

Somente os embarques do insumo siderúrgico somaram 25,8 mil toneladas, gerando uma receita de US$ 583,4 milhões no segundo mês de 2016. Em igual período do ano passado, esses números foram de 22,8 mil toneladas e US$ 987,4 milhões, respectivamente. Isso significa uma baixa de 40,9% nas receitas geradas pelo embarque da commodity.

Essa diferença no montante se justifica pela queda dos preços do minério de ferro no mercado internacional. Enquanto no início de 2015, a tonelada era comercializada a aproximadamente US$ 70, hoje esse preço gira em torno de US$ 40. Em segundo lugar no ranking de exportações do Estado apareceu o café, responsável por 19,55% das receitas, sob um total de US$ 539,4 milhões. Ao todo foram embarcadas 214 toneladas do grão em fevereiro. Em igual período de 2015, a situação da commodity agrícola era um pouco diferente, também em virtude dos preços. Naquela época os embarques totalizaram 198 toneladas ao preço de US$ 715,5 milhões. Neste caso, a queda das receitas foi de 24,6% entre os exercícios. O preço da saca do café também caiu nesse intervalo, passando de cerca de US$ 175 para US$ 120.

As compras do Estado no exterior também caíram. No mês passado, o Estado importou US$ 482 milhões em mercadorias, com retração de 29,3% em relação ao total do segundo mês do ano passado (US$ 682 milhões).

Em primeiro lugar entre os importados apareceram os altos-fornos de ustulação, utilizados na obtenção de metais, com uma participação de 7,67% do total. Ao todo foram importadas 13,6 toneladas e gastos US$ 88 milhões.

Logo em seguida, veio a hulha betuminosa, que é o carvão mineral usado pela indústria siderúrgica, representando 6,74%, com a importação de 877 mil toneladas e US$ 77,3 milhões aportados.

Fonte: Diário do Comércio – http://www.diariodocomercio.com.br/noticia.php?tit=minerio_retoma_lideranca_na_pauta_mineira&id=166674 Se precisa copiar trecho de texto para uso privado, por favor logue-se como assinante.