Planejamento tributário é saída

8 de julho de 2016

A diminuição da atividade econômica durante o ano de 2015 culminou na falência de mais de mil empresas somente neste primeiro semestre de 2016, cerca de 26,5% a mais em relação ao número de empresas que “quebraram” no mesmo período o ano passado, de acordo com a Boa Vista SCPC – Serviço Central de Proteção ao Crédito.

As falências decretadas, bem como as recuperações judiciais, também tiveram aumento significativo neste primeiro semestre, tendo crescentes consideráveis entre os meses de maio e junho.

É sabido que administrar um negócio não é tarefa fácil. Em tempos de crise, a situação acaba se tornando mais desafiadora ainda. Fatores importantes como capital de giro, preparo para administrar o negócio, conhecimento e afinidade do ramo escolhido devem ser analisados e executados a dedo, além de um planejamento tributário impecável.

De acordo com o diretor da Fradema Consultores Tributários, Francisco Arrighi, ter uma empresa falida em seu nome é algo muito sério, a mesma, ficará marcada para sempre, pois, além de todos inconvenientes vindos com a falência, existirá a proibição da saída dos sócios do país, impedimento de abrir outro negócio, encerramento de contas bancarias e cartões de crédito.

“Vale a pena também esclarecer que, o patrimônio da empresa é automaticamente bloqueado, e quem passará a administrar a empresa será um administrador judicial indicado pelo juiz da vara responsável pela falência, passando a administrar a massa falida, fazendo-se bloquear também o patrimônio pessoal dos sócios, bem como outras empresas destes, que serão arrolados para liquidação dos débitos”, explica Arrighi.

Planejamento – Independentemente do tamanho ou do tipo do empreendimento, planejar todos os passos é, além de encurtar o caminho para o sucesso, diminuir os riscos de falência. Com o atual cenário econômico, o plano tributário é essencial para que uma empresa possa se manter competitiva em seu ramo de atividade.

No Brasil, carga tributária é algo que gera impacto na sociedade como um todo, já que a relação funcionário/empresa gera: risco trabalhista (o que a empresa paga para o colaborador), riscos de negócios (concorrentes) e risco financeiro (fornecedores). “Dentro do conjunto de riscos, entendemos que o tributário que só ocorre após o empreendimento ter chegado ao ponto mais alto, ou seja, no início do faturamento, é muito elevado, pois, as cargas tributárias no Brasil são altas, acabam sendo mal calculadas pelos empreendedores e às vezes não incluídas nos custos dos produtos ou serviços, gerando um acúmulo de dívidas muitas vezes impagáveis”, alerta.

Um problema mais grave ainda é que esse elevado volume de débitos de tributos pode fazer com que o empresário acabe comprometendo o patrimônio pessoal de toda a família, com os conhecidos procedimentos adotados pela Receita Federal de arrolamento fiscal, sujeição passiva e por fim as ações judiciais cautelares fiscais, neste caso, não só o patrimônio da família (pai, esposa e filhos) é arrolado, mas também os dos avós e netos.

Fonte: Diário do Comércio